Como sugere o Pe. Jose Eduardo Oliveira e Silva, os dois testamentos formam uma única história conduzida pela fidelidade divina, em que cada etapa prepara o coração humano para o encontro pleno com Cristo. Se você deseja compreender por que a Sagrada Escritura não é conjunto fragmentado de livros, mas narrativa coerente da ação salvadora de Deus, esta reflexão apresenta um horizonte em que promessa, cumprimento e revelação se entrelaçam.
A promessa que inaugura a esperança
No Antigo Testamento, Deus chama um povo e estabelece com ele uma aliança que fundamenta toda a história da salvação. Como aponta o teólogo Jose Eduardo Oliveira e Silva, cada gesto narrado (dos patriarcas aos profetas) revela intenção pedagógica: ensinar a humanidade a reconhecer a presença de Deus e a esperar sua intervenção definitiva. A promessa não é expectativa vaga, mas certeza enraizada na fidelidade divina. Ela prepara o terreno espiritual para o cumprimento futuro.
A revelação progressiva que educa o coração
Deus se revela de forma gradual e progressiva. Segundo o filósofo Jose Eduardo Oliveira e Silva, os livros do Antigo Testamento ilustram a evolução espiritual do povo, que aprende a deixar para trás ídolos, a entender a justiça e a seguir os mandamentos. Essa pedagogia divina molda a consciência humana, preparando-a para perceber a profundidade da graça revelada em Cristo. A revelação não se contradiz; ela amadurece ao longo do tempo. O Antigo Testamento serve como uma escola onde o coração aprende a escutar com atenção.
O cumprimento pleno em Cristo
O Novo Testamento apresenta Jesus como realização das promessas antigas. Para o sacerdote Jose Eduardo Oliveira e Silva, Cristo não apaga o Antigo Testamento; Ele o cumpre. As profecias se iluminam à luz de sua vida, morte e ressurreição. Em Cristo, Deus se mostra de modo definitivo, reunindo toda a história em torno de sua pessoa. Assim, ambos os testamentos convergem para único mistério: o amor divino que se faz próximo, visível e salvador.

A unidade espiritual que estrutura a fé cristã
Ler a Escritura como unidade impede interpretações isoladas. Do ponto de vista de Jose Eduardo Oliveira e Silva, teólogo, os textos antigos só revelam sua profundidade quando lidos à luz de Cristo, e o Novo Testamento só é plenamente compreendido quando reconhece suas raízes no Antigo. Essa unidade evita reducionismos e preserva a integridade da fé. A história da salvação é contínua, não fragmentada. A Igreja guarda essa unidade para transmitir a verdade de modo fiel.
A vida da Igreja iluminada pela Escritura inteira
A liturgia, a doutrina e a espiritualidade cristã bebem dessa unidade. Consoante o Pe. Jose Eduardo Oliveira e Silva, a Igreja proclama textos do Antigo e do Novo Testamento porque ambos formam a base da vida cristã. A oração eclesial reconhece que Deus educa, corrige e consola através de toda a Escritura. O fiel que se alimenta dessa unidade aprende a interpretar a própria vida à luz do plano divino, que permanece ativo na história.
Uma única história conduzida pelo amor de Deus
O Antigo e o Novo Testamento: unidade do plano divino revela que a salvação não é improviso, mas desdobramento de promessa eterna. Aliança inicial, revelação progressiva, cumprimento em Cristo, unidade espiritual e vida da Igreja iluminada, tudo converge para a certeza de que Deus conduz a história com sabedoria. Como constata Jose Eduardo Oliveira e Silva, quem lê a Escritura como totalidade descobre o fio de ouro que atravessa séculos: o amor que salva.
Autor: Ivern Moral