Como sugere o CEO Ian Cunha, intermitente, low carb e high protein viraram rótulos onipresentes porque oferecem uma promessa atraente: mais energia, mais controle de peso, mais foco e menos bagunça na rotina. Ainda assim, quando essas abordagens viram identidade, o debate perde qualidade e a decisão vira torcida. Se você quer entender como escolher sem entrar em guerra de tribos, vale seguir a leitura e enxergar essas estratégias como ferramentas, não como religião alimentar.
O que cada abordagem promete?
- O jejum intermitente, em regra, organiza a alimentação por janelas de tempo, com a expectativa de reduzir ingestão total e facilitar disciplina;
- Low carb prioriza a redução de carboidratos, buscando maior estabilidade de apetite e melhor controle glicêmico em alguns perfis;
- High protein aumenta a proporção de proteínas, geralmente para melhorar saciedade e preservar massa magra.

Até aqui, tudo parece simples. O problema aparece quando o rótulo vira explicação universal. Nenhuma dessas estratégias é automaticamente superior em qualquer cenário, porque o corpo responde a contexto: sono, estresse, nível de atividade, histórico metabólico, rotina de trabalho, composição corporal e até cultura alimentar. Como alude o fundador Ian Cunha, o que funciona como ajuste inteligente para um perfil pode ser uma fonte de fricção para outro.
O que pesa de verdade?
Intermitente, low carb e high protein podem ajudar quando reduzem variabilidade e facilitam consistência. Ajudam também quando diminuem o “ruído” decisório, já que parte das escolhas fica mais organizada. Contudo, essas mesmas abordagens atrapalham quando aumentam rigidez, elevam ansiedade e criam uma sensação de fracasso diante de qualquer oscilação.
Em muitos casos, o custo não é nutricional; é comportamental. Uma estratégia que exige vigilância constante pode até gerar resultado rápido, porém tende a corroer o longo prazo. Do mesmo modo, uma abordagem que conflita com compromissos sociais e com a rotina do trabalho aumenta a chance de ciclos de controle e compensação, o que fragiliza a relação com comida e energia.
Além disso, para o superintendente geral Ian Cunha, há um ponto fisiológico que merece atenção: se o estresse já está alto e o sono já está irregular, intervenções mais restritivas podem piorar a tolerância emocional e a qualidade do julgamento. A melhor estratégia é aquela que melhora o sistema todo, não apenas um indicador isolado.
Onde a guerra começa?
A guerra de tribos aparece quando a pessoa troca critério por pertencimento. O rótulo vira uma bandeira, e a bandeira cria cegueira seletiva: só se enxerga evidência que confirma a crença. A partir disso, a conversa deixa de ser sobre saúde e passa a ser sobre superioridade moral, como se comer fosse uma prova de caráter.
Esse comportamento é reforçado por redes sociais e pelo mercado. Protocolos são vendidos como o método definitivo, e o sucesso de alguns vira propaganda de universalidade. Entretanto, resultados individuais não são garantia de replicação. O corpo tem história, e história tem consequências. Desse modo, como expõe o CEO Ian Cunha, o que parece um caminho óbvio pode ser apenas o caminho mais narrável.
O que sustenta uma escolha madura?
Escolha madura começa quando se aceita que não existe plano perfeito. Existe plano coerente. Coerência significa alinhar objetivo, rotina e saúde mental com uma estrutura alimentar que não dependa de heroísmo. Em última análise, a vitória não está em seguir uma etiqueta; está em sustentar um padrão de energia estável, humor mais equilibrado e boa capacidade de decisão ao longo do dia.
Há também a dimensão de segurança. Restrições severas, principalmente quando prolongadas e sem acompanhamento, podem trazer efeitos indesejados:Compulsão, irritabilidade, queda de desempenho, perda de massa magra ou piora da relação com comida. Isso não invalida as abordagens, apenas exige responsabilidade na leitura de limites.
Decisão sem torcida: Intermitente, low carb e high protein como ferramentas
Como conclui o fundador Ian Cunha, o intermitente, low carb e o high protein não precisam ser uma batalha. São instrumentos com vantagens e custos, e a inteligência está em escolher o que aumenta consistência com o menor preço emocional e fisiológico. Quando a decisão deixa de ser identidade e vira estratégia, o debate fica mais honesto e a prática fica mais sustentável.
Autor: Ivern Moral