Segundo o empresário do setor de embalagens plásticas Elias Assum Sabbag Junior, a gestão de resíduos industriais deixou de ser uma atividade acessória e passou a ocupar posição estratégica nas empresas que buscam eficiência produtiva aliada à responsabilidade técnica. A forma como esses resíduos são tratados influencia diretamente a segurança sanitária, o desempenho operacional e a credibilidade da indústria perante o mercado e os órgãos reguladores.
À medida que as exigências regulatórias se tornam mais rigorosas, cresce a necessidade de integrar a gestão de resíduos à lógica central do processo produtivo. Nesse contexto, o reaproveitamento deixa de ser uma medida corretiva e passa a fazer parte do planejamento industrial. Compreender essa dinâmica é essencial para entender como o setor plástico vem estruturando práticas mais eficientes, seguras e alinhadas às demandas contemporâneas.
Gestão de resíduos como etapa do processo produtivo
A gestão de resíduos industriais no setor plástico não deve ser tratada como atividade periférica, mas como parte integrante do próprio processo produtivo. Na visão de Elias Assum Sabbag Junior, essa gestão precisa ser incorporada de forma técnica ao fluxo industrial, permitindo que os resíduos sejam classificados, separados e controlados desde o momento em que são gerados.

A padronização desses procedimentos facilita a identificação de desperdícios, possibilita ajustes de processo e contribui para a redução consistente dos volumes descartados, ampliando a eficiência operacional. Em contrapartida, modelos de gestão reativos tendem a gerar riscos sanitários e instabilidades operacionais. Por isso, a integração entre produção e controle de resíduos é essencial para garantir previsibilidade, segurança e continuidade industrial.
Classificação técnica e controle sanitário dos resíduos
O reaproveitamento técnico dos resíduos plásticos depende, primordialmente, de uma classificação criteriosa. Conforme ressalta Elias Assum Sabbag Junior, a separação por tipo de material, grau de contaminação e origem produtiva é indispensável para evitar a reincorporação de resíduos inadequados ao processo.
O controle sanitário, por sua vez, assegura que apenas materiais compatíveis retornem à produção, preservando a integridade do produto final e o atendimento às normas técnicas e regulatórias. Esse controle exige procedimentos bem definidos e monitoramento contínuo, reforçando que classificação e higiene industrial caminham juntas em uma estratégia técnica de reaproveitamento.
Reaproveitamento técnico e eficiência operacional
O reaproveitamento controlado de resíduos plásticos contribui diretamente para a eficiência industrial. Sob a ótica de Elias Assum Sabbag Junior, a reincorporação técnica de materiais permite a redução de custos sem comprometer o desempenho dos processos produtivos, mantendo a produtividade em níveis estáveis.
Processos bem estruturados também evitam retrabalhos e oscilações na produção, tornando o reaproveitamento previsível e mensurável. No entanto, esse aproveitamento exige limites claros. Critérios técnicos devem orientar volumes, aplicações e destinos dos resíduos, garantindo que a eficiência não seja alcançada às custas da qualidade ou da segurança.
Infraestrutura e rastreabilidade na gestão de resíduos
Uma gestão eficiente de resíduos demanda infraestrutura adequada. Na avaliação de Elias Assum Sabbag Junior, áreas específicas para armazenamento, segregação e tratamento são fundamentais para reduzir riscos de contaminação cruzada e preservar o controle sanitário.
A rastreabilidade dos resíduos ao longo do ciclo interno de produção permite identificar a origem, o uso e o destino de cada material reaproveitado, aumentando a confiabilidade do processo. A ausência desse controle compromete a governança industrial, tornando indispensável a adoção de sistemas de monitoramento e registro para sustentar o reaproveitamento técnico de forma segura.
Gestão de resíduos como vetor de sustentabilidade industrial
Além dos ganhos operacionais, a gestão de resíduos industriais no setor plástico reforça compromissos ambientais e regulatórios. A redução de descartes diminui a pressão sobre recursos naturais e fortalece a lógica da economia circular, na qual resíduos passam a ser tratados como insumos controlados.
Por fim, Elias Assum Sabbag Junior enfatiza que ao integrar gestão técnica, controle sanitário e reaproveitamento estruturado, o setor plástico demonstra maturidade industrial e consolida práticas capazes de sustentar desempenho produtivo, conformidade regulatória e responsabilidade ambiental de maneira contínua e estratégica.
Autor: Ivern Moral