Guilherme Campos, empresário, empreendedor e desenvolvedor imobiliário, acompanha um cenário em que o crescimento urbano de Roraima exige mais do que a construção de novos imóveis e a abertura de bairros. A expansão populacional também amplia a demanda por mobilidade, saneamento, energia, saúde, educação, comércio e serviços. Em 2025, o Estado tinha uma população estimada em 738.772 habitantes, enquanto Boa Vista chegou a 485.477 moradores, registrando crescimento de 3,26% entre 2024 e 2025, o maior entre as capitais brasileiras no período.
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O que acontece quando a população cresce mais rápido?
O aumento do número de moradores modifica a escala das necessidades urbanas. Mais pessoas significam maior procura por habitação, mas também por escolas, unidades de saúde, transporte, comércio, áreas de lazer e redes de infraestrutura. Se essas estruturas não acompanham a ocupação territorial, a expansão pode criar bairros dependentes de deslocamentos longos e pressionar serviços já existentes.
Boa Vista ajuda a dimensionar essa transformação. A capital passou de 413.486 habitantes no Censo de 2022 para uma estimativa de 485.477 em 2025. Esse intervalo mostra que o planejamento precisa considerar não apenas a demanda atual, mas também a velocidade com que ela pode mudar. Guilherme Campos acompanha o setor imobiliário dentro dessa dinâmica, em que decisões tomadas hoje podem influenciar a organização dos espaços urbanos durante muitos anos.
Por que construir não basta para desenvolver?
Segundo Guilherme Campos, um novo empreendimento pode aumentar a oferta de moradias, mas seu impacto depende da relação com o restante da cidade. Acesso viário, transporte, fornecimento de energia, drenagem, saneamento e proximidade de serviços são elementos que ajudam a determinar se uma área conseguirá funcionar de maneira integrada.

Essa preocupação também aparece em outras regiões de Roraima. Na BR-210, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes executa a construção de cinco novas pontes, com investimento aproximado de R$ 55 milhões. As estruturas substituem pontes e galerias de madeira por soluções de concreto, buscando melhorar a segurança, a durabilidade e a fluidez do tráfego. A infraestrutura, portanto, não deve ser tratada apenas como consequência do crescimento. Ela também cria condições para que novas áreas sejam ocupadas de forma mais organizada.
Como evitar que novos bairros fiquem isolados?
O planejamento urbano precisa olhar para as conexões entre diferentes partes da cidade. Um bairro pode ter boa estrutura interna e ainda enfrentar dificuldades se estiver distante de empregos, serviços e vias capazes de absorver o fluxo de moradores. Por isso, a expansão territorial precisa considerar o funcionamento da cidade como um conjunto.
Essa lógica exige antecipação. Roraima apresentou 93 propostas para a segunda edição do Novo PAC Seleções, programa que inclui investimentos em cidades sustentáveis e resilientes, além de infraestrutura social, educação, saúde e outras áreas. Para Guilherme Campos, essa perspectiva também é relevante para o setor privado, já que projetos imobiliários inseridos em áreas de expansão precisam considerar as transformações que ocorrerão ao redor deles.
Qual é o papel dos investimentos nesse processo?
Investimentos podem acelerar a transformação de uma região quando acompanham sua capacidade de absorção, infraestrutura e demanda, contribuindo para novas centralidades e maior proximidade entre moradia, serviços e atividade econômica. Em Roraima, obras na BR-210 e intervenções em 19 pontes, além de ações nas BR-401 e BR-433, evidenciam como a infraestrutura regional pode alterar as condições de ocupação e reforçam que o desenvolvimento urbano precisa ser analisado para além dos limites de um empreendimento.
Para acompanhar conteúdos sobre desenvolvimento imobiliário, empreendedorismo e investimentos, o perfil @guicamposvlg reúne informações sobre a atuação de Guilherme Campos e os movimentos do mercado.